A zero hora desta quarta-feira, 6 de maio, estará disponível nas principais plataformas de áudio a minissérie A Síndica, mais nova produção do jornalista, sociólogo, escritor, roteirista e criador de conteúdo digital Francisco Dias Felitti, o Chico Felitti. Em formato de podcast, os cinco episódios abordarão a trajetória de Maria Lima das Graças, que por mais de 40 anos esteve à frente da administração do Conjunto Governador Juscelino Kubitschek, conhecido há mais de 70 pela população de Belo Horizonte (MG) como JK, ícone arquitetônico projetado por Oscar Niemeyer, com seus mais de mil apartamentos e cerca de cinco mil moradores.
Patrocinada pelo Registro de Imóveis do Brasil (RIB), a minissérie trará, ainda, cinco miniepisódios gravados em diferentes regiões do país, que retratarão contribuições prestadas pela atividade registral imobiliária à sociedade brasileira. Serão histórias curiosas sobre as matrículas dos imóveis do JK, sobre a regularização de cidades inteiras e até mesmo sobre propriedades divididas pela fronteira entre Brasil e Uruguai. Elas estarão presentes no final de todos os episódios, marcando a parceria com o jornalista.
Reviravoltas
Conhecido nacionalmente por meio de uma reportagem veiculada em 2017 no site BuzzFeed News Brasil, que narrou a trajetória do artista Ricardo Correa da Silva, o Fofão da Augusta, com a qual ganhou o Prêmio Comunique-se na categoria Melhor Repórter de Mídia Escrita e o Prêmio Petrobras de Jornalismo na categoria Inovação, Felitti foi responsável por diversas produções bem-sucedidas. Uma das mais conhecidas é A Mulher da Casa Abandonada, podcast criado em parceria com o jornal Folha de S.Paulo, que superou dez milhões de downloads e contabilizou mais de um milhão de ouvintes únicos. Em seguida, a minissérie foi adaptada para o formato documental pela Amazon Prime Video, com direção da cineasta Kátia Lund.
O jornalista conta ter sido atraído pelo JK não apenas pelo gigantismo do conjunto habitacional - quase uma "cidade vertical", que abriga de quitinetes a apartamentos duplex -, mas, acima de tudo, pela diversidade de pessoas que lá residem, uma garantia de que ali encontraria boas histórias. "São essas histórias que compõem A Síndica", diz. Também chamou atenção do roteirista o fato de a personagem central da minissérie ter desempenhado a função por mais de quatro décadas.
"A partir daí, passei a entrevistar moradores para entender como Maria Lima das Graças administrava o condomínio e porque havia se tornado uma personagem tão controversa. Como os relatos eram muito interessantes, veio, então, a ideia da minissérie", emenda. O conteúdo ganhou contornos ainda mais instigantes em meados de 2025, ano em que a síndica abandonou o posto após ter colecionado polêmicas, denúncias de irregularidades e processos judiciais sob a acusação de não ter zelado pelo JK como demandaria uma construção tombada pelo poder público.
"Com isso, uma camada de mistério recobre a minissérie", adianta Felitti. E os ouvintes podem esperar "a maior treta condominial já descrita em um podcast". "Tem casos de moradores que foram perseguidos pela administração do prédio, gente que foi expulsa do próprio apartamento, acusação de que a síndica se apropriava de unidades antes ocupadas por idosos, além de muita especulação. O que posso dizer é que será uma minissérie com ação, muitas reviravoltas e personagens marcantes". A conferir.
180 anos do Registro de Imóveis
No mesmo dia em que o podcast irá ao ar, o RIB lançará em suas plataformas digitais o livro De quem é essa terra? - título que também dará nome às pequenas histórias narradas por Felitti no encerramento de A Síndica. A obra descreve os mais de 180 anos do sistema de Registro de Imóveis brasileiro e, a partir de agora, estará disponível para consulta nas principais bibliotecas do país e em formato eletrônico no site do RIB.
Produzido em linguagem acessível e fartamente ilustrado, o livro narra a história da atividade, que, neste século, tem experimentado uma autêntica revolução digital, para se tornar cada vez mais segura, confiável e, sobretudo, respeitada.
Conforme acentua na introdução o presidente do RIB, Ari Álvares Pires Neto, a obra é um convite a esclarecer conceitos e compreender o impacto do Registro de Imóveis para o Brasil, seja econômica ou socialmente. "O conteúdo revela a face real da atividade: uma instituição histórica, relevante e, principalmente, viva, que se reinventou para o mundo 4.0 e atua como porto seguro para o maior sonho do brasileiro, a propriedade", assinala o dirigente.