No terceiro episódio de A Síndica, seu mais novo podcast, levado ao ar com o patrocínio do Registro de Imóveis do Brasil (RIB), o jornalista Chico Felitti ouve uma apoiadora da administradora Maria Lima das Graças, além de seu advogado, para entender como a chamada "doutora Graça" permaneceu por tanto tempo à frente do Conjunto Governador Kubitschek, o Edifício JK, e conhecer alguns dos meios empregados por ela para se tornar proprietária de diversas unidades no maior condomínio residencial da capital mineira (clique
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O produtor de conteúdo digital também descreve o processo de mudança do perfil dos moradores que se deu a partir da segunda década deste século e conversa com alguns dos que, dispostos a lutar pela revalorização do edifício, criaram o movimento "Viva JK", com o intuito de aproximá-lo da comunidade belorizontina e aprovar seu tombamento, conquista que faria com que um condomínio governado por quatro décadas com mão de ferro passasse, pela primeira vez em sua história, a estar na mira do poder público - o que, em última instância levaria ao afastamento da síndica, episódio povoado de polêmica e mistério.
De forasteiro a cidadão
Já na minissérie "De quem é essa terra?", que acompanha A Síndica, o jornalista visitou Itagimirim, na região sul da Bahia, para contar uma história vivida pelo oficial titular do Cartório de Registro de Imóveis, Hipotecas e Títulos e Documentos Marcelo Nechar Bertucci, que enfrentou o poder local para regularizar a maior parte dos terrenos e casas ali localizados e, com isso, oferecer segurança jurídica e melhores condições de vida aos moradores.
Foi o que fez com que ele deixasse de ser visto como mero "forasteiro" para tornar-se "Cidadão Honorário de Itagimirim", cidade de cinco mil habitantes, que, graças ao empenho do registrador e do apoio do Poder Judiciário, passou a ter acesso a investimentos públicos que transformaram sua paisagem nos últimos anos.