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06/04/2026

Déficit habitacional volta a recuar no Brasil

Queda foi registrada pelo segundo ano consecutivo, segundo pesquisa realizada pela FJP

Pesquisa publicada pela Fundação João Pinheiro (FJP) apontou recuo, pelo segundo ano consecutivo, do déficit habitacional no país, se consideradas todas as regiões brasileiras. Norte, Nordeste e Centro-Oeste contribuíram para a queda, enquanto Sudeste e Sul registraram aumento. Em dezembro de 2024, o déficit de moradias no Brasil era de 5,77 milhões, volume correspondente a 7,4% dos domicílios ocupados. 
 
Ainda conforme o levantamento, o recuo tem sido gradual, após o pico registrado em 2022, ano em que o déficit alcançou seis milhões de moradias. O bom desempenho é creditado, em parte, à retomada do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), no ano seguinte. Em dois anos, o recuo foi de 7,1%. No período, foram entregues 923,9 mil moradias por meio do MCMV.
 
A pesquisa
Intitulada "Déficit habitacional e inadequação de moradias no Brasil", a pesquisa da FJP leva em conta o comprometimento excessivo da renda com o aluguel urbano, a habitação precária e a coabitação. Em 2023 e 2024, todos esses componentes registraram baixa em termos absolutos.
 
Do atual déficit de 5,77 milhões de moradias, 3,59 milhões (62,14% do total) se referem a domicílios cuja renda familiar não supera três salários mínimos e o comprometimento com o aluguel é maior que 30%. Já habitações precárias englobam domicílios rústicos, cujas paredes externas não são de alvenaria, taipa com revestimento e madeira aparelhada, também classificados como improvisados. Coabitação entre famílias, por sua vez, caracteriza domicílios que abrigam mais de um núcleo familiar e adensamento superior a duas pessoas por dormitório.
 
Fonte: Abecip
 

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