22/06/2022
Implementação da Reurb é feita em parceria com Registros de Imóveis e apoio dos municípios; objetivo é acelerar processos em todo o estado
A Corregedoria Geral de Justiça (CGJ-ES) tem se empenhado para promover, juntamente com os cartórios de Registros de Imóveis e o apoio dos municípios, a regularização fundiária no Espírito Santo. Esse tem sido um dos principais objetivos do desembargador Carlos Simões Fonseca, que recebeu, recentemente, a visita do prefeito de Viana, Wanderson Borghardt Bueno, e da procuradora-geral do município, Thais Prata da Silva, com o propósito de adotar medidas conjuntas para acelerar o processo de regularização fundiária executado pela administração daquela cidade.
Durante o encontro, o prefeito destacou que a regularização das terras e o registro dos respectivos títulos de propriedade dependem da interpretação das normas que regulamentam a matéria, em especial as contidas no Manual de Regularização Fundiária, e das orientações enviadas pela Corregedoria aos oficiais dos cartórios de registro.
Wanderson Bueno destacou a grande sensibilidade e receptividade que a Corregedoria demonstrou diante da necessidade de se facilitar os procedimentos cartorários, sempre respeitando as normativas que disciplinam o assunto, com o propósito de aliar celeridade e segurança jurídica. Além disso, o prefeito frisou que a prefeitura tem encontrado grande receptividade por parte do oficial do Registro de Imóveis de Viana, Luiz Cláudio da Rocha, para tentar superar algumas dificuldades que a formalização da transferência dos imóveis vem enfrentando, decorrentes da complexidade da legislação fundiária e de registro.
Por sua vez, o corregedor colocou a sua equipe à disposição para auxiliar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação e a Procuradoria-Geral de Viana, fortalecendo assim, o diálogo entre autoridades estaduais e municipais, que visa garantir a continuidade e ampliação do projeto.
“Nas correições temos conversado principalmente com os registradores de imóveis e prefeitos, demonstrando o quanto a regularização dos imóveis urbanos impacta a economia das cidades. Como a atividade exige uma série de ações interinstitucionais, nosso papel é de fomentar, incentivar e regulamentar a matéria no âmbito estadual”, destacou o corregedor.
Para o registrador de imóveis de Iúna e autor de um livro sobre regularização fundiária, Jocsã Araújo Moura, esse apoio do Poder Judiciário é fundamental para que se estabeleçam políticas públicas para a regularização fundiária urbana (Reurb).
Meta
O Poder Judiciário tem colocado como uma meta da atual gestão motivar e apoiar as iniciativas que buscam a inserção dos loteamentos irregulares em todo o Espírito Santo na regularidade, especialmente através de normatizações relativas ao tema direcionadas às serventias extrajudiciais, as quais fiscaliza e orienta. Como exemplo, o Provimento 37/2021, editado pela CGJ-ES que trouxe diversos instrumentos que facilitam e orientam todo o procedimento no âmbito das serventias extrajudiciais.
Segundo Moura, estima-se que 50% dos imóveis brasileiros estejam irregulares. “É um problema que afeta a todos, desde o próprio morador, que não tem segurança jurídica sobre a propriedade de seu imóvel, passando pelos entes governamentais, que deixam de arrecadar os tributos devidos, e até mesmo, de forma mais ampla, afeta a economia do país, deixando um capital morto correspondente a mais de dois trilhões de reais fora da economia formal do Brasil”, ressaltou o registrador.
“A Corregedoria Geral de Justiça tem papel fundamental na normatização do tema e na busca de soluções. Destacam-se as iniciativas do desembargador corregedor-geral Carlos Simões, entusiasta do tema, e toda sua equipe, que tem contribuído muito para a solução do problema”, concluiu ele.
Fonte: TJES
Foto: TJES/Divulgação
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