Em janeiro, os financiamentos imobiliários custeados pela caderneta de poupança apresentaram queda de 28,4% em relação a dezembro. Na comparação com janeiro de 2025, a queda verificada é de 8,2%. Já em 12 meses, o recuo alcançou 15,7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Movimento semelhante foi registrado em número de unidades financiadas no período: em relação a dezembro, a queda alcançou 28%; a janeiro do ano passado, 5,5%; e, em 12 meses, 16%.
Por outro lado, os financiamentos com recursos livres registraram alta de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2025. Em número de unidades, a mesma base de comparação apontou avanço de 14,2%.
Expectativa positiva
Ainda assim, o mercado projeta um crescimento de 16% do volume de financiamento imobiliário em 2026. O desempenho deverá refletir a provável queda da taxa de juros básicos da economia e o novo modelo de financiamento anunciado pelo governo em outubro.
Espera-se que os financiamentos com recursos da poupança cresçam 15% e alcancem R$ 180 bilhões. Já os custeados pelo FGTS, que se destinam à habitação social, devem expandir 5% e chegar a R$ 145 bilhões.
Recursos livres, por sua vez, deverão registrar expansão de 66% em 2026, ainda de acordo com a Abecip.