Financiamentos imobiliários custeados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) totalizaram R$ 11,8 bilhões em fevereiro, volume 7% inferior ao apurado no mesmo mês do ano passado e 2,9% menor do que o registrado em janeiro. O dado foi divulgado na última semana pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Considerados os dois primeiros meses do ano, em que o volume alcançou R$ 22,9 bilhões, foi registrado recuo um pouco superior, de 7,6%, também em comparação com igual período de 2025.
A captação líquida do SBPE foi negativa em fevereiro. Ainda conforme a Abecip, o resultado já era previsto, uma vez que, tradicionalmente, os primeiros meses do ano concentram maior volume de despesas familiares.
O número de unidades contratadas em fevereiro também foi 1,6% inferior a janeiro e 3,4% menor em relação a fevereiro passado. Voltado para os segmentos de médio e alto padrão, o SBPE reflete os juros ainda elevados. Atualmente, a taxa gira em torno de 12%, próxima à Selic, que se encontra em 14,75%, após a queda registrada em março.
Expansão
Para facilitar o acesso ao crédito imobiliário pela classe média, em março, o Conselho Curador do FGTS autorizou a ampliação das rendas máximas das famílias elegíveis ao programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Com a decisão, a renda máxima de uma família interessada em comprar um imóvel por meio do MCMV subiu para até R$ 13 mil mensais.