Notícias

09/09/2022

Registros de compra e venda de imóveis têm queda no semestre

Apesar da desaceleração, maioria das capitais e municípios acompanhados ainda sustenta variações positivas nos últimos 12 meses

O primeiro semestre de 2022 apresentou resultados majoritariamente negativos no número de transferências de imóveis nas capitais e municípios analisados pelo Informe do Registro de Imóveis, produzido pelo Registro de Imóveis do Brasil (RIB). Os maiores declínios puderam ser observados em Maringá/PR (-31,7%), Recife/PE (-24,2%), Santos/SP (-19,2%), Joinville/SC (-14.8%), Fortaleza/CE (-13,1%), Ribeirão Preto/SP (-9,1%), Rio de Janeiro/RJ (-7,4%) e Florianópolis/SC (-6,8%). 

Na comparação entre junho de 2022 e junho de 2021, somente Campinas/SP (+18%) e Campo Grande/MS (+3%) apresentaram resultados positivos. Maringá/PR (-39,2%) e Fortaleza/CE (-22,6%) puxaram as maiores quedas. 

Já os últimos 12 meses, ainda que em desaceleração, a maior parte das capitais e municípios acompanhados ainda sustenta variações positivas, a exemplo de Fortaleza/CE (+15,5%), Curitiba/PR (+13,4%), São Paulo/SP (+10,4%), Florianópolis/SC (+9,3%), Campinas/SP (+9,0%), entre outras. Destaques negativos ficam com Maringá/PR (-19,6%), Recife/CE (-14%), Joinville/SC (-3,5%) e Santos/SP (-1,1%). 

Análise  

Comparando com a série histórica, os resultados desse primeiro semestre de 2021 são positivos, encontrando-se entre os melhores nos anos avaliados. “Mesmo com as variações negativas, não estamos em um momento ruim para o mercado. Tivemos um período excepcional entre 2020 e 2021, a partir do qual já era esperada uma acomodação”, avalia Patricia Ferraz, oficiala do Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoas Jurídicas de Diadema/SP e responsável pelo estudo no Registro de Imóveis do Brasil. 

Entre os possíveis fatores que influenciam os resultados observados estão a alta dos preços ao consumidor (inflação), com reflexos negativos sobre a renda e poder de compra das famílias, o aumento dos preços de imóveis (diminuição das oportunidades e das negociações), além da rápida elevação das taxas de juros, o que dificulta o acesso ao financiamento imobiliário em condições vantajosas e, portanto, acaba por encarecer o valor dos imóveis financiados pelas famílias. 

Há uma expectativa de desaceleração nos próximos dois trimestres, em função dos efeitos da elevação da taxa de juros (um desincentivo ao interesse em imóveis) e da alta dos preços. Contudo, diante do comportamento sazonal do mercado nos segundos semestres, é possível que os resultados sigam o observado em 2021 e 2019, ou seja, com maior volume de registros. 

 

Foto: Agência Brasil/Divulgação

 

 

 

Mais notícias