Em janeiro, os fundos imobiliários superaram três milhões de investidores no país, segundo a B3. O número ilustra o crescimento alcançado por esses produtos nos últimos anos, período em que se tornaram uma das principais portas de entrada de pessoas físicas na bolsa brasileira.
No último mês, o total de investidores chegou a 3,033 milhões, frente aos 2,963 milhões contabilizados em dezembro. Ainda segundo a B3, o crescimento tem sido contínuo desde o início da atual década - para se ter uma ideia, em dezembro de 2009, o contingente não ultrapassava 12 mil. Ou seja, em pouco mais de 16 anos, os investidores se multiplicaram 252 vezes, avanço superior a 25 mil porcento.
A virada se deu a partir de 2019, impulsionada por juros mais baixos, maior acesso a plataformas digitais e busca por renda recorrente. E nem mesmo a alta da Selic nos últimos meses reduziu o apetite dos investidores, que têm se dividido de forma equilibrada: investidores institucionais responderam por 39,7% do volume negociado em janeiro, ao passo que pessoas físicas representaram 39%.
Estrangeiros alcançaram 17,8%, um sinal de amadurecimento do mercado. Instituições financeiras foram 2,7%, enquanto outros investidores alcançaram 0,8%.