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01/04/2026

Imóveis residenciais acumulam alta em 12 meses

Variação de 19,70% apontada pelo Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) comprova ciclo de crescimento

O preço dos imóveis residenciais aumentou, em média, 0,93% em fevereiro. Comparado ao avanço de 1,27% registrado em janeiro, o índice apresentou recuo. No bimestre, entretanto, a variação alcançou 2,21%, segunda maior para o período desde 2016, atrás apenas de 2024. 
 
Em 12 meses, a alta acumulada foi de 19,70%, segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), calculado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), em parceria com o FGV IBRE.
 
O indicador mede a variação dos preços de imóveis residenciais financiados com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em dez capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Fortaleza, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Brasília.
 
Recuo moderado
 
O recuo registrado em fevereiro se restringiu a quatro das dez capitais pesquisadas, o que demonstra uma perda de ritmo moderada. A maioria delas registrou alta de preços, sobretudo, Goiânia (2,54% em fevereiro, após 0,84% em janeiro); Salvador (1,65% ante 0,90%); Fortaleza (0,67% ante 0,17% negativo); Rio de Janeiro (0,69% ante 0,02%); Belo Horizonte (0,62% ante 0,33%); e Curitiba (1,07% ante 1,03%).
 
A desaceleração, por sua vez, foi observada em São Paulo (1,99% para 0,60%); Recife (3,84% para 1,00%); Porto Alegre (1,90% para 1,18%); e Brasília (1,68% para 1,11%).
 
Já na comparação com fevereiro do ano passado, o IGMI-R aponta crescimento consistente de preços. Em sete das dez capitais analisadas, foram contabilizadas variações positivas e, mais do que isso, disseminadas e constantes.
 
Variação superior ao INCC e ao IPCA
 
Quando o IGMI-R é colocado lado a lado com outros índices de preços, fica claro que o mercado imobiliário possui dinâmica específica. Enquanto, no último ano, o IGMI-R variou 19,70%, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 6,10% e o IPCA acumulou alta de 3,81%.
 
Como a Abecip projeta um crescimento de 16% do volume do crédito imobiliário em 2026, a tendência é que o ritmo de valorização prossiga. 
 
Fonte: Hub Imobiliário
 

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