Em 2025, as incorporadoras imobiliárias que atuam no país registraram faturamento recorde. As empresas listadas na Bolsa de Valores contabilizaram receita líquida superior a R$ 55 bilhões, volume 20% maior ante o apurado em período anterior, graças, sobretudo, ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV), principal propulsor do mercado no ano passado.
E se, assim como o segmento voltado às classes mais populares, o alto padrão caminhou na mesma direção, as empresas dedicadas à renda média não se comportaram da mesma forma, especialmente em razão da ainda elevada taxa de juros, razão para a moderação no apetite pela tão sonhada casa própria.
Para este ano, a expectativa é que o cenário possa ser revertido em parte pela criação da Faixa 4 do MCMV, voltada a esse extrato da população.
Reajuste
Criada em 2025, a Faixa 4 alcançava renda familiar de R$ 8,6 mil a R$ 12 mil mensais, intervalo reajustado em março para R$ 9,6 mil a R$ 13 mil. O objetivo é oferecer a essas famílias juros mais baixos e prazos mais longos de financiamento para a aquisição de imóveis orçados em até R$ 600 mil ? antes, R$ 500 mil.
Isso significa que, a considerar o maior alcance do programa em 2026, o bom desempenho registrado em 2025 tem tudo para se repetir. A conferir, no entanto, o comportamento da inflação, afetada pela guerra no Oriente Médio, que poderá comprometer a queda paulatina da taxa Selic, que era esperada até o início do conflito, em 28 de fevereiro.