Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, todas as faixas do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) serão reajustadas em 2026. A informação foi antecipada em entrevista concedida ao jornal Folha de S.Paulo. A correção já era esperada pelo mercado imobiliário.
De acordo com o ministro, o teto da Faixa 1, por exemplo, que oferece subsídio quase integral a famílias com renda de até R$ 2.850, passará a ser de R$ 3.200. Já na Faixa 2, o limite deverá subir de R$ 4.700 para cerca de R$ 5.000.
A medida visa adequar as faixas ao valor do novo salário mínimo. Em 2024, famílias com renda de até dois salários se encaixavam na faixa quase totalmente subsidiada. Com o reajuste do mínimo, no entanto, parte do público até então contemplado pela faixa superou o limite.
Para este ano, o mercado também espera que a Faixa 4, criada em abril do ano passado para atender famílias com renda entre R$ 8.600,01 e R$ 12.000, a chamada classe média, passe a apresentar números mais expressivos, uma vez que dúvidas sobre limite de rendimentos, metragem e perfil dos empreendimentos, que, a princípio, travaram a expansão, deixaram de existir.
Em 2025, 35 mil famílias acessaram a Faixa 4. Para este ano, a expectativa do governo federal é que as solicitações saltem de uma média mensal de seis mil para dez mil, todos os meses, a partir de fevereiro.