Em 2025, o preço dos imóveis residenciais registrou alta acumulada de 18,64%, de acordo com o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), medido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), maior variação anual da série histórica, iniciada em 2016.
Em dezembro, a elevação alcançou 1,52%, índice superior a novembro (1,15%). Além disso, sete das capitais analisadas apresentaram variações maiores no último mês do ano, o que confirma a amplitude da valorização.
O Sudeste continua a desempenhar papel central no mercado imobiliário brasileiro. Belo Horizonte registrou alta de 20,06% em 12 meses, seguida por São Paulo (15,76%) e Rio de Janeiro (14,17%).
A variação do IGMI-R Abecip foi significativamente superior ao INCC (5,94%) e ao IPCA (4,26%), o que mostra que, para além do aumento dos custos de construção ou da inflação, a alta dos preços dos imóveis ratifica o aquecimento do mercado imobiliário residencial brasileiro, que tem sido sustentado pelo aumento da procura e pela restrição da oferta e reflete a percepção do imóvel como ativo de preservação de valor.