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02/07/2026

Em média, imóvel residencial perde da inflação no 1º semestre

Doze capitais brasileiras contrariaram a regra e registraram aumento superior ao IPCA

De janeiro a junho de 2026, o preço do metro quadrado de imóveis residenciais no Brasil subiu, em média, 2,42%, percentual abaixo da inflação projetada pelo IPCA no mesmo período (3,62%). No mesmo intervalo do ano passado, vale lembrar, a elevação havia sido de 3,33%. 
 
Em junho deste ano, a elevação foi de 0,45%, de acordo com índice FipeZap, número pouco acima do registrado em maio (0,42%). O FipeZap leva em conta os preços anunciados e não as vendas concretizadas.  
 
Se o índice revela certa acomodação do mercado imobiliário, de outro lado, algumas cidades dão sinais de aquecimento, como Manaus/AM e Vitória/ES, que registraram elevações de 7,26% e 7,14%, respectivamente, e lideraram a valorização entre as capitais no primeiro semestre. Além destas, outras 10 capitais (Salvador/BA, Aracaju/SE, Teresina/PI, Natal/RN, Campo Grande/MS/ Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Brasília/DF, Belém/PA e João Pessoa/PB) apuraram alta superior à inflação no mesmo intervalo. 
 
As variações registradas nos dois maiores mercados do país (1,33% em São Paulo/SP e 2% no Rio de Janeiro/RJ), por sua vez, foram inferiores à inflação e à média do país. Já em Porto Alegre/RS foi apurado recuo de 0,11% nos preços.
 
A alta no valor do metro quadrado não deve, no entanto, ser confundida com preço alto. A capital amazonense, que liderou o ranking de valorização no primeiro semestre detém o 33º metro quadrado mais caro do país (R$ 7.745), o que revela a existência de espaço para expansão. Enquanto isso, Itapema/SC, cujo metro quadrado é o mais elevado (R$ 15.327), registrou aumento de preço de 3,15% - menor, portanto, do que a inflação.
 
Registro de Imóveis do Brasil, com informações do Portas
 

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