07/07/2022
Informe do Registro de Imóveis do Brasil (RIB) apresenta dados de abril de 2022 de capitais e municípios; levantamento é feito pela Fipe
O número de transações de imóveis, novos e usados, segue em queda em 2022 nos principais mercado avaliados no Informe do Registro de Imóveis, produzido pelo Registro de Imóveis do Brasil (RIB). A redução foi observada na comparação dos dados de abril deste ano em relação a março, bem como no comparativo com o mesmo mês do ano anterior e no acumulado de 2022 x acumulado do mesmo período de 2021. Apesar disso, o volume de compra e venda permanece próximo aos observados até o início de 2020, antes da pandemia de Covid-19.
Confira os dados completos no Portal Estatístico.
Em abril, apenas Campo Grande e Fortaleza apresentaram crescimento no número de transações envolvendo compra e venda de imóveis em relação ao mesmo período do ano anterior, com 10,6% e 4,4%, respectivamente. Entre as demais cidades, as quedas foram expressivas em Maringá (-38,6%); Recife (-37,1%); Rio de Janeiro (-28,7%); Santos (-20,8%); Ribeirão Preto (-20,5%); Curitiba (-14,1%); São José dos Campos (-12,7%); Joinville (-10,6%) e São Paulo (-10,3%).
Abril X Março/2022
Na comparação com março deste ano, foi observada alta apenas em Campo Grande (13,3%) e Joinville (13,2%). Já os resultados negativos foram mais expressivos em Fortaleza (-27,1%) - invertendo a lidernça de crescimento observada em 2021 -; Maringá (-16,7%); Ribeirão Preto (-16,1%); Florianópolis (-15,3%); Rio de Janeiro (-14,8%); Recife (-14,7%), Curitiba (-12,7%) e São Paulo (-10,2%).
Acumulado de 2022
No acumulado do ano, todas as localidades consideradas apresentam queda no número de transações de compra e venda, lideradas por Maringá (-27%); Recife (-23%); Santos (-22,9%), Joinville (-13,2%) e Florianópolis (-11,1%). "Talves esse seja o sinal mais evidente de que o mercado está desacelerando, apesar de ainda apresentar altos patamares, puxados pela alavancagem do segundo semestre de 2020", avalia Patrícia Ferraz, oficiala do Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoas Jurídicas de Diadema/SP e responsável pelo estudo no RIB.
Já considerado o acumulado dos últimos 12 meses, algumas cidades começam a apresentar resultados negativos: Maringá (-4,8%) e Recife (-1,9%)
Análise
Uma combinação de fatores pode estar relacionada à queda dos índices, entre os quais o aumento das taxas de juros de mercado - que encarece os financiamentos imobiliários e reduzem a atratividade dos imóveis como opções de investimento; o aumento nos preços nominais dos imóveis - que reduz o poder de compra das famílias e, consequentemente, o affordability - e também o declínio de renda das famílias (em termos reais).
Além desses fatores conjunturais, também há um movimento natural e cíclico do mercado imobiliário, que não é capaz de se manter em constante expansão - tanto do ponto de vista da oferta (alternância de períodos de lançamentos, de vendas e de entregas) quanto da demanda (os preços acabam por subir e as oportunidades, ao menos momentaneamente, passam a ser menos atrativas).
Finalmente, é possívem entender que as peculiaridades criadas pela pandemia resultaram em um momento "especial! para a construção e para o mercado imobiliário. Assim, já era prevista uma acomodação, o que siginifica que, apesar do declínio ou viés negativo, os mercados mantêm-se em patamares relativamente elevados em relação ao histórico crítico vivido por volta de 2016, em termos de volume de transações.
Sobre o Informe
O Informe do Registro de Imóveis é o único indicador do mercado com números de transferências de propriedades imobiliárias totais e com segregação de operações de compra e venda. Os dados são enviados pelos Registros de Imóveis para produção dos indicadores e estatísticas com metodologia desenvolvida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econõmicas (Fipe).
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