O Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil) registrou transformações importantes no país no quarto trimestre do ano passado e revelou um mercado mais diversificado e competitivo. Fortaleza (CE) se posicionou em primeiro lugar no padrão econômico, enquanto Brasília (DF) assumiu a ponta em alto padrão. Já São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Goiânia (GO) se mantiveram entre os três primeiros colocados em todos os padrões analisados.
Para se ter ideia da mobilidade registrada pela pesquisa, nas primeiras semanas do ano, Curitiba liderava o segmento econômico, ao passo que Goiânia se posicionava na liderança do padrão médio e São Paulo ocupava a primeira posição no segmento mais elevado. No terceiro trimestre, Fortaleza passou a liderar o padrão econômico, ao mesmo tempo que passou a ocupar a segunda posição em alto padrão, e capitais como São Luís (MA), Recife (PE) e Salvador (BA) galgaram posições no ranking.
São Luís, a propósito, foi uma das cidades que mais evoluiu em 2025. No padrão econômico, avançou sete casas; no segmento médio, saiu do 47º para o 24º lugar; e subiu 11 colocações no alto padrão, movimento explicado pelo aumento do número de lançamentos.
Recife e Salvador se mantiveram entre as capitais mais competitivas, enquanto Goiânia manteve presença constante nos três padrões: no econômico, se posicionou entre as cinco principais; no médio, foi uma das três primeiras em todos os trimestres; e, no mais elevado, fechou o ano em quarto lugar, dado o crescimento de Brasília e Fortaleza.
Além disso, 2025 se caracterizou pela presença constante de não capitais entre os maiores mercados. Sorocaba (SP), por exemplo, se consolidou entre as dez primeiras no padrão econômico e também se destacou nos segmentos médio e elevado, graças ao aumento da demanda direta e da oferta.