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11/05/2026

Minha Casa Minha Vida injeta otimismo no mercado imobiliário

Conflito no Oriente Médio continua a ser, entretanto, um motivo de preocupação para construtoras e incorporadoras

De setembro de 2025 a março de 2026, entre as construtoras e incorporadoras dedicadas ao Minha Casa Minha Vida (MCMV), a crença de que as contratações por meio do programa vão aumentar mais do que dobrou. No período, o percentual saltou de 23,2% para 51,3%, segundo o Instituto Brasileiro de Economia (FGV/Ibre). Para comparação, no mesmo intervalo, apenas 26,9% das empresas que operam fora do programa esperavam um aumento da demanda por imóveis.
 
A situação das empresas que atendem ao MCMV acompanhou a curva ascendente. Em setembro passado, 19,4% delas disseram estar em situação favorável e 21,7% enfrentavam dificuldades. Passados seis meses, o quadro se inverteu: 27,4% passaram a se considerar estáveis e somente 11,6% delas viviam um momento desfavorável.
 
Em 2025, o programa habitacional foi responsável por mais da metade dos lançamentos de imóveis em seis capitais brasileiras. E este ano, com as novidades já anunciadas pelo Governo Federal, a perspectiva é de que o MCMV mantenha o protagonismo. 
 
Ao mesmo tempo, o crescimento dos custos com materiais e mão de obra, além dos efeitos práticos do conflito no Oriente Médio, têm sido considerados motivos de preocupação para as companhias.
 
Custos preocupam
Dados do FGV/Ibre indicam uma preocupação crescente com custos. No período pesquisado, o percentual de empresas que se mostrou apreensiva diante dos custos com materiais passou de 11,8% para 19,1%, ao passo que os custos com mão de obra, que preocupavam 20,9% delas, passaram a tirar o sono de 29,7% das empresas. Estes, a propósito, foram citados como principais empecilhos ao lançamento de empreendimentos dedicados ao programa, enquanto as queixas relacionadas à burocracia caíram de 50,4% para 41,6%.
 
Para complicar o cenário, o conflito no Oriente Médio terá impacto de até 3,89% no Índice Nacional da Construção Civil (INCC-M) em 2026, o que pode levar o indicador a uma alta acumulada de 9,72% anuais, ainda de acordo com o FGV/Ibre. Isso porque a guerra impacta não só o preço de combustíveis, mas de insumos como cimento e PVC. 
 
Por outro lado, o INCC importa não apenas para as construtoras, uma vez que é utilizado no reajuste de contratos de financiamento de imóveis em construção e, por isso, afeta diretamente o bolso de quem adquire um imóvel na planta.
 
E, como o levantamento foi realizado em março - antes, portanto, dos repasses que mais impactaram as empresas -, as próximas sondagens poderão revelar uma preocupação ainda maior por parte delas.
 
Com informações do Portas
 

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