25/06/2020
Pandemia impulsionou serviços eletrônicos prestados pelos registradores de imóveis
Com as medidas de isolamento social, o Portal Integrado do Registro de Imóveis do Brasil registrou um aumento considerável de pedidos em grande parte dos serviços. Nos últimos meses, o destaque foi o e-Protocolo, ferramenta que permite ao usuário solicitar registro ou contrato de compra e venda, cuja alta alcançou 64% – comparando a semana anterior ao fechamento do comércio em várias partes do Brasil (16 a 22 de março) com a última semana de maio (25 a 31/05). Outros serviços também chamam atenção pela alta, como a Pesquisa Prévia (9%) e a Certidão Digital (7%).
O funcionamento pleno da Central Eletrônica nacional é resultado dos investimentos contínuos do Registro de Imóveis do Brasil em modernização, para garantir maior agilidade no processamento das solicitações e reduzir a burocracia. Os dados mostram que as unidades estavam preparadas para a nova era digital, acelerada pela pandemia, o que contribuiu para uma menor queda no número de transações de compra e venda de imóveis no Brasil.
Indicadores de mercado
Todos os meses, o Registro de Imóveis do Brasil divulga o balanço de transações imobiliárias em seis cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Maringá, Joinville e Curitiba). O relatório, cujos dados são disponibilizados pela entidade e avaliados conforme metodologia criada pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômicas (Fipe), mostra as operações de compra e venda de imóveis nos municípios e faz um comparativo com meses e anos anteriores.
O documento funciona como um indicador para o mercado, que pode acompanhar a evolução das transações no país. O estudo de março evidencia a reação do mercado imobiliário ao início da pandemia e aponta como os serviços digitais integrados de todas as unidades registrais evitaram uma retração ainda maior.
A cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, sentiu os efeitos da crise. Foram registradas 3.785 transações – queda de 5,8% em relação a fevereiro. Já em São Paulo, os números trimestrais do estado mostram que das 15 regiões estudadas, 14 apresentaram queda nas operações de compra e venda nos primeiros três meses do ano, comparados ao quarto trimestre de 2019.
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