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19/03/2026

Seminário debate papel do RI no desenvolvimento territorial

Evento virtual contou com a presença da diretora de Reurb do Registro de Imóveis do Brasil (RIB), Clícia Roquetto

"Quando fazemos uma regularização fundiária, mexemos na estrutura econômica do país. Transformamos moradia em patrimônio, patrimônio em estabilidade e estabilidade em dignidade". Assim, a diretora de Regularização Fundiária Urbana (Reurb) do Registro de Imóveis do Brasil (RIB), Clícia Roquetto, resumiu o papel desempenhado pelo Registro de Imóveis no ordenamento do território, durante o seminário virtual "Regularização Fundiária na Amazônia". 
 
A transmissão integrou a programação da 4ª Semana Nacional de Regularização Fundiária - Solo Seguro Amazônia Legal, evento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nos nove estados da região, para debater regularização urbana e rural, segurança jurídica e cidadania. 
 
Na palestra "O Registro de Imóveis como ponte: governança fundiária e cooperação institucional na Reurb", a registradora da comarca de Pinhão (PR) também observou que, no Brasil, país que abriga 12 mil favelas e comunidades, as irregularidades fundiárias não se restringem a áreas de ocupação precária. "Há loteamentos com ruas asfaltadas e iluminação que continuam juridicamente invisíveis, sem matrícula individualizada e sem a proteção do registro".
 
Ainda segundo ela, a regularização fundiária urbana tem seu ponto de partida e de chegada nas serventias - tudo começa pelas buscas registrárias, que identificam a origem dominial da área e orientam o planejamento do processo, que chega ao fim com a efetivação de um direito real, que produz estabilidade jurídica.  E, ao apresentar o fluxo recomendado para a Reurb, ela advertiu que um dos erros mais comuns é iniciar o processo pelo final, que inclui medições e elaboração da Certidão de Regularização Fundiária (CRF), antes mesmo da análise registral. 
 
Solo Seguro
 
Assessora Executiva do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Iza Luzardo Pizza, também destacou o papel da regularização fundiária na organização do território, garantia de segurança jurídica e estímulo ao desenvolvimento. E lembrou que o Programa Solo Seguro, coordenado nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça e executado pelos tribunais, em parceria com órgãos estaduais e municipais, é um parceiro vital do processo ao promover o levantamento documental das áreas, organizar os procedimentos de regularização, registrar os imóveis nos cartórios e garantir a entrega dos títulos de propriedade às famílias.
 
O seminário reuniu cerca de 300 participantes, entre magistrados, servidores, registradores, gestores públicos e representantes de instituições parceiras. 
 
Clique aqui para assistir.
 
Fonte: TJMT
 

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