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13/05/2026

Como anda e para onde vai o mercado imobiliário brasileiro

Enquanto segmento popular demonstra otimismo, setores de médio e alto padrão lidam com consequências da conjuntura econômica

Enquanto o segmento de construção popular segue a pleno vapor, impulsionado pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e pelo déficit habitacional, os segmentos de médio e alto padrão continuam a enfrentar os efeitos dos juros elevados e a alta dos custos de construção, pressionados pelo conflito em curso no Oriente Médio. E, à medida que a casa própria se torna mais inacessível à classe média, aumenta a busca por aluguel, que pressiona os preços de locação. É o que tem apontado o índice FipeZap, um dos principais medidores da temperatura do mercado imobiliário no país.
 
Dada a procura das classes populares pelo primeiro imóvel, os lançamentos no país cresceram 19,3% nos 12 meses terminados em janeiro, ao mesmo tempo em que os segmentos de renda mais elevada aguardam por melhores condições de financiamento - as duas quedas consecutivas da taxa Selic, atualmente em 14,5%, sinalizaram um alívio, mas seus efeitos no crédito ainda são aguardados. Vale observar que as taxas utilizadas pelas instituições financeiras se encontram entre 9% e 11% ao ano e uma melhora do cenário é esperada somente para o segundo semestre.
 
Preço
Em termos de preço, foi contabilizada alta de 0,51% do metro quadrado residencial - algumas capitais registraram valorização superior, dada a migração interna. O aluguel, por sua vez, segue pressionado pelo avanço do IGP-M, que subiu 2,73% em abril. Não por acaso, a inadimplência avançou a 5,7% em abril, após ter alcançado a mínima histórica em março.
 
Otimismo
Conforme já havíamos noticiado (relembre aqui), o otimismo entre as construtoras e incorporadoras dedicadas ao Minha Casa Minha Vida cresceu este ano - mais da metade delas projeta crescimento da demanda nos próximos meses, embora o cenário também esteja ameaçado pelo aumento do custo dos materiais, fator que levou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) a, inclusive, rever projeções anteriores.  
 
Já no caso do Reforma Casa Brasil, modalidade do Minha Casa Minha Vida que, como o próprio nome indica, contempla reforma de moradias, os juros foram reduzidos para 0,82% ao mês, enquanto o prazo foi ampliado para 72 meses - medidas que facilitaram o acesso ao programa por famílias de baixa renda. 
 
Com informações do Portas
 

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