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28/05/2026

Mercado imobiliário mantém projeção de expansão para 2026

Queda gradual dos juros, maior oferta de crédito e programas habitacionais explicam otimismo

O ciclo de redução da taxa básica de juros da economia e a ampliação do acesso a financiamento têm levado a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) a enxergar de forma otimista o futuro do mercado imobiliário brasileiro. O cenário atual indica maior apetite pelas compras e ampliação do potencial de valorização do segmento.
 
Vale lembrar que, em dezembro de 2025, a Selic se encontrava em 15%. Agora, as projeções do Banco Central do Brasil são de que, ao fim deste ano, ela esteja em 12,25%, percentual com o qual o mercado já opera, o que levaria a um crescimento de 16% do setor em 2026.
 
Ainda de acordo com a Abecip, já no fim do ano passado, bancos e outros agentes financeiros vêm reduzindo gradualmente as taxas de financiamento, em razão da perspectiva de queda dos juros e da liberação de recursos do compulsório. A ampliação da oferta de crédito, por sua vez, beneficia tanto quem pretende adquirir um imóvel novo quanto quem pensa em comprar um usado ou aproveitar uma oportunidade em leilões. 
 
Impacto
A Associação Brasileira das Incorporadoras (Abrainc) calcula em seis meses o intervalo para que uma alteração da Selic impacte positivamente o mercado. Ainda conforme a entidade, uma redução de 0,25% tem potencial para ampliar o acesso ao financiamento para pelos menos 215 mil novas famílias.
 
Em 2025, cerca de 1,3 milhão de imóveis foram financiados no país. Para 2026, a Abecip projeta 1,45 milhão de unidades, expectativa fundada exatamente na condição mais favorável de crédito e no ambiente macroeconômico mais previsível, que contribui para a decisão de compra.
 
Minha Casa, Minha Vida dinamiza setor
A projeção otimista também é explicada pelo bom desempenho dos programas habitacionais e pelo momento vivido pela construção civil. O Minha Casa, Minha Vida, que responde atualmente por 85% dos novos empreendimentos imobiliários no país, segue como o principal indutor da atividade.
 
O governo federal espera contratar mais um milhão de unidades em 2026, o que fará com que o número total de moradias financiadas nos últimos quatro anos alcance três milhões. Parte do avanço resultará da inclusão no programa de famílias com renda de até R$ 12 mil mensais, que até pouco tempo não eram contempladas. 
 
Com informações da Abrainc
 

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